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1º SIEE apresenta inovações e integração no cuidado esportivo

Evento reúne especialistas para debater tecnologias e abordagens integradas que transformam o cuidado à saúde do atleta, com foco na prevenção, bem-estar e performance.

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Por: Rodrigo Santos
Repórter Especial

O 1º Simpósio Internacional de Enfermagem Esportiva (SIEE) reuni, no Rio de Janeiro, especialistas de diversas áreas da saúde para discutir avanços no cuidado ao atleta. O evento abarca diversas palestras que abordaram desde novas tecnologias em diagnóstico por imagem até modelos integrados de tratamento, com foco na prevenção de lesões e na promoção do bem-estar físico e mental dos atletas.

Entre os destaques do simpósio, o fisioterapeuta Dr. Willy Bento, doutorando em Ciências da Reabilitação, apresentou uma palestra sobre a importância de uma abordagem interdisciplinar e holística na reabilitação esportiva. Segundo ele, diferentemente da prática multidisciplinar, em que cada profissional atua de forma isolada, a interdisciplinaridade integra o conhecimento das diferentes áreas para a construção de protocolos personalizados e mais eficazes.

A dor não é apenas um sintoma físico. Ela pode ser reflexo de aspectos emocionais e sociais, como o caso de um idoso que só recebe visitas quando está doente. Isso cria um ciclo onde a dor serve como gatilho de atenção. Precisamos ver o paciente como um todo – da bioquímica ao emocional – e tratar todas essas camadas.

Explicou Dr. Willy.

Ele também compartilhou sua experiência no Campeonato Mundial de Aikido, realizado recentemente na Rússia, destacando o papel terapêutico das artes marciais:

O Aikido, como o Tai Chi ou a yoga, ajuda a harmonizar a energia interna. Ele promove bem-estar físico e emocional, sendo uma prática de alinhamento terapêutico e espiritual.

Outro ponto alto do SIEE foi a palestra do economista Thomas Miliou, especialista em avaliação econômica de tecnologias em saúde, biomecânica e termografia clinica. Atuando na área desde 2008,  Thomas apresentou palestra sobre termografia  como ferramenta estratégica no esporte de alto rendimento, especialmente na prevenção de lesões.

A termografia não mostra a anatomia, como uma ressonância, mas sim a fisiologia em tempo real. Ela capta variações térmicas na pele que revelam processos inflamatórios ou disfunções antes mesmo do surgimento de sintomas.

Explicou.

O método, embora não seja novo, vem ganhando espaço nos grandes clubes brasileiros. Thomas citou exemplos como os times do Grêmio e Flamengo, que obtiveram reduções significativas no número de lesões após a adoção da tecnologia.

O Grêmio, por exemplo, era campeão de lesões em 2018. No ano seguinte, investiram em uma câmera térmica de alta precisão. A queda nas lesões foi superior a 50%. É claro que isso envolve vários fatores, como a atuação da equipe médica, mas a termografia se mostrou um diferencial importante.

Destacou.

Ele também citou estudo conduzido pela médica Dra. Ana Carolina Cortê, ex-médica do Corinthians, que demonstrou, com evidências, como o uso sistemático da termografia ajudou a reduzir lesões por overtraining, gerando economia significativa para o clube.

Cada atleta é um ativo valioso. Ter ferramentas que permitem decisões clínicas baseadas em dados – como o mapeamento térmico – é essencial. A tecnologia por si só não resolve, mas, usada com critério, é transformadora.

Concluiu.

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