O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, reforça a importância da conscientização e prevenção dessa doença silenciosa, que afeta milhões de brasileiros, especialmente mulheres acima dos 50 anos. Caracterizada pela perda progressiva da densidade óssea, a osteoporose aumenta o risco de fraturas e limita a qualidade de vida.
Dados nacionais e impacto da doença
No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas tenham osteoporose, enquanto outras 20 milhões apresentam osteopenia, condição que antecede a perda óssea. As fraturas causadas pela doença representam um custo significativo para o sistema de saúde e são associadas a alta taxa de mortalidade e incapacitação, principalmente entre idosos.
Campanhas de prevenção e conscientização
Diversas iniciativas governamentais e do setor privado têm buscado ampliar o conhecimento sobre a osteoporose. Campanhas focam na importância da alimentação rica em cálcio e vitamina D, prática regular de exercícios físicos, e prevenção de quedas em idosos. O acesso à avaliação da densidade mineral óssea e ao tratamento adequado também são pontos chave.
No último ano, o Ministério da Saúde lançou programas regionais para fortalecer o diagnóstico precoce e o acompanhamento dos pacientes, ampliando a rede de atendimento no SUS.
Estatísticas de osteoporose no Brasil
- Número de pessoas afetadas: Aproximadamente 10 milhões de brasileiros têm osteoporose, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Cerca de 20 milhões apresentam osteopenia, condição que precede a osteoporose.
- Faixa etária: A doença afeta principalmente pessoas acima dos 50 anos, com maior prevalência entre mulheres após a menopausa. Estima-se que 1 em cada 3 mulheres acima dos 50 anos tenha osteoporose.
- Gênero: As mulheres representam cerca de 80% dos casos, devido à queda na produção de estrogênio após a menopausa, que acelera a perda óssea. Homens também podem ser afetados, mas em menor proporção.
Principais sintomas e sinais de alerta
- Dor óssea ou nas costas, especialmente na região da coluna vertebral.
- Redução da estatura com o tempo, causada por fraturas vertebrais.
- Fraturas frequentes, mesmo após traumas leves, principalmente em punho, quadril e vértebras.
- Postura curvada (corcunda) decorrente de fraturas vertebrais.
- Dificuldade para realizar atividades físicas ou sentir fraqueza óssea.
Dicas rápidas de prevenção
- Alimentação: Consuma alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, folhas verdes escuras, tofu) e vitamina D (peixes gordurosos, ovos, exposição solar moderada).
- Exercícios físicos: Pratique atividades que envolvam carga e impacto moderado, como caminhada, dança e musculação, para fortalecer os ossos e melhorar o equilíbrio.
- Hábitos saudáveis: Evite tabagismo e consumo excessivo de álcool, pois prejudicam a saúde óssea. Mantenha peso saudável e tome sol regularmente para estimular a produção de vitamina D.
- Prevenção de quedas: Adapte a casa para evitar acidentes, usando tapetes antiderrapantes e barras de apoio, principalmente para idosos.
Passos para o diagnóstico e tratamento
- Diagnóstico: Avaliação clínica com histórico médico e exame físico; exame de densitometria óssea para medir a densidade mineral óssea e identificar osteopenia ou osteoporose.
- Tratamento: Pode incluir mudanças no estilo de vida, suplementação de cálcio e vitamina D, e medicamentos específicos para aumentar a densidade óssea, como bisfosfonatos.
- Acompanhamento: Monitoramento periódico da densidade óssea e avaliação da resposta ao tratamento para ajustar as condutas conforme a necessidade.
- Fisioterapia: Atividades orientadas para fortalecer musculatura, melhorar o equilíbrio e prevenir quedas.