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Evento destaca a força das equipes transdisciplinares e as inovações tecnológicas na saúde do atleta de alto rendimento

Simpósio internacional destaca inovação tecnológica e colaboração integrada para otimizar a saúde de atletas de elite.

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Por: Rodrigo Santos
Repórter Especial

O I Simpósio Internacional de Enfermagem do Esporte reuniu profissionais de diversas áreas da saúde e reafirmou o protagonismo brasileiro na medicina esportiva. Médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas e preparadores físicos participaram de mesas e palestras que abordaram desde o trabalho em equipe até os avanços tecnológicos aplicados ao esporte.

Presidente da comissão científica do evento, o Dr. Bruno Pinheiro destacou a importância histórica do simpósio:

Esse simpósio tem uma importância muito grande. Talvez seja o primeiro do mundo com esse foco. Cabe ressaltar que o Diego Tuber teve esse sonho e eu fui um dos que o apoiei desde o começo, junto com muitos outros. Acreditamos na proposta e na capacidade dele de realizar. Um dado muito importante é que todos os convidados aceitaram participar de bom grado.

Dr. Bruno ressaltou a excelência da medicina esportiva brasileira:

O simples fato de atletas que estão fora do país voltarem ao Brasil para diagnóstico, cirurgia, fisioterapia… Isso mostra que temos um selo de qualidade. E muitos ainda contratam profissionais daqui para acompanhá-los no exterior. Na fisioterapia isso acontece bastante.

Para o Dr. Antônio Ricardo, fisioterapeuta que participou da recuperação do ex-jogador Zico, a excelência brasileira é indiscutível:

Confirmando o que o Bruno disse, sem medo de errar: nossa medicina esportiva é número um do mundo. Os ortopedistas e fisioterapeutas brasileiros fazem um trabalho conjunto de altíssimo nível. E temos colegas brilhando lá fora também. Nosso diferencial é muito grande.

Uma das palestras mais aguardadas foi a do Dr. Robson de Bem, que falou sobre a importância da equipe transdisciplinar no esporte de alto rendimento:

Vou falar sobre como cada profissional tem um papel fundamental e como o trabalho em equipe precisa ser bem organizado. São formações diferentes, gerações diferentes, ideias diferentes… Se não houver boa comunicação e entendimento, isso pode prejudicar o trabalho ou o próprio atleta.

Segundo ele, é essencial entender as diferenças entre os modelos de atuação em equipe:

Na equipe multidisciplinar, cada um faz sua parte de forma isolada. Na interdisciplinar, há alguma interação, mas geralmente entre áreas mais próximas, como médico e fisioterapeuta, ou nutricionista e psicóloga. Já a transdisciplinar é a mais eficaz: todas as áreas se falam e planejam juntas. Se o atleta está lesionado, a fisioterapia, a nutrição, a psicologia, o treinador e o preparador físico atuam de forma integrada, com foco naquele caso específico.

Ele afirma que esse modelo proporciona mais resultados:

É tudo mais individualizado, personalizado. Todos falam a mesma língua. Cada área contribui com sua parcela, mas tudo é planejado em conjunto. O resultado, claro, é muito melhor.

Dr. Robson também destacou as inovações tecnológicas que estão revolucionando o setor:

A tecnologia já chegou forte no esporte. Hoje usamos GPS, relógios, anéis… Mas o futuro são os vestíveis ainda mais avançados. A tendência é que sensores venham nas próprias camisas, com uma tinta especial que capta os dados. Até o escudo do time pode virar um sensor. E isso vai transmitir tudo em tempo real.

Sobre o uso da inteligência artificial, ele vê um caminho promissor:

Ela já está sendo usada em algumas áreas do esporte. Mas vai crescer muito. Vai ajudar no diagnóstico, no planejamento de reabilitação, na tomada de decisões. É um caminho sem volta.

Finalizou.

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