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INTO retoma reabilitação aquática para amputados e reforça papel da terapia ocupacional na recuperação funcional

Projeto Efluir utiliza piscina aquecida para estimular mobilidade, equilíbrio, autonomia e adaptação de pacientes amputados

Crédito imagem: https://www.into.saude.gov.br/

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) retomou as atividades do Projeto Efluir, iniciativa voltada à reabilitação aquática de pacientes amputados atendidos pelo Centro de Amputados da instituição.

Desenvolvido pela equipe de Terapia Ocupacional da Área de Reabilitação, o projeto utiliza atividades em piscina aquecida como estratégia terapêutica para promover mobilidade, equilíbrio, fortalecimento muscular e independência funcional.

A proposta busca auxiliar pacientes na adaptação à nova condição física, utilizando as propriedades da água para reduzir impacto articular, facilitar movimentos e aumentar segurança durante os exercícios.

Segundo o INTO, a terapia ocupacional no meio aquático permite trabalhar postura, coordenação motora, consciência corporal e flexibilidade de forma mais confortável para pacientes em processo de reabilitação.

Como funciona a reabilitação aquática para amputados?

A terapia aquática utiliza características físicas da água, como:

  • flutuação
  • resistência
  • redução da gravidade
  • estabilidade corporal

Esses fatores ajudam pacientes amputados a realizarem movimentos com menor sobrecarga física e maior controle corporal.

De acordo com o INTO, o trabalho terapêutico na piscina busca melhorar:

  • mobilidade
  • equilíbrio
  • força muscular
  • coordenação motora
  • adaptação funcional
  • independência nas atividades diárias

A terapeuta ocupacional Sandra Helena Moura, da Área de Reabilitação do INTO, explica que o nome “Efluir” foi escolhido por representar a ideia de emanar e irradiar.

Segundo ela:

O ser humano tem relação íntima com o meio líquido, desde sua gestação. A água atua como facilitadora devido à diminuição da gravidade.

Projeto nasceu da necessidade de retorno ao esporte

O Projeto Efluir surgiu em 2021 a partir da demanda de um paciente amputado de membro superior que desejava voltar a praticar surfe.

Desde então, a iniciativa passou a integrar o processo de reabilitação funcional de outros pacientes do Centro de Amputados do INTO.

Além das atividades na água, o programa também trabalha autonomia nas tarefas cotidianas, incluindo:

  • vestir-se
  • despir-se
  • adaptação funcional
  • uso de próteses
  • independência corporal

Pacientes relatam melhora física e emocional

Segundo relatos divulgados pelo INTO, os pacientes destacam benefícios físicos e emocionais obtidos durante o processo terapêutico.

A paciente Márcia Barbosa dos Santos, amputada de membro inferior, afirma:

Saio da piscina renovada. Essa terapia na água ajuda a aliviar as dores e melhora o meu desempenho no dia a dia.

Já Jorge Rocha Oliveira, amputado de membro superior, relata que a terapia auxilia na adaptação ao uso de prótese em 3D:

Faço muitos exercícios para testar a força, como jogando a bola com a prótese em 3D para me adaptar cada vez mais.

Leila Oliveira também destaca a importância da terapia ocupacional aquática na recuperação da confiança corporal:

Perdi o medo e aprendi a ter mais equilíbrio.

Crédito / Imagem: INTO

Reabilitação aquática ganha espaço na ortopedia moderna

A utilização da terapia aquática vem crescendo em centros de reabilitação devido aos benefícios observados em pacientes com:

  • amputações
  • doenças neurológicas
  • lesões ortopédicas
  • limitações motoras
  • dor crônica
  • alterações musculoesqueléticas

Segundo especialistas, a água permite iniciar movimentos mais precocemente em comparação ao solo, favorecendo recuperação funcional gradual.

O ambiente aquático também reduz impacto articular e pode diminuir medo de movimento em pacientes em processo de reabilitação.

A reabilitação moderna passou a incorporar abordagens multidisciplinares voltadas não apenas para recuperação física, mas também para reintegração funcional e qualidade de vida.

Na prática clínica, terapias aquáticas vêm sendo utilizadas como complemento em programas de:

  • fisioterapia
  • terapia ocupacional
  • adaptação protética
  • reabilitação neuromuscular
  • treinamento funcional

Especialistas destacam que a recuperação após amputações envolve componentes físicos, emocionais e sociais, exigindo acompanhamento individualizado de longo prazo.

A retomada do Projeto Efluir reforça a importância da reabilitação aquática dentro da ortopedia e da terapia ocupacional moderna. Utilizando o ambiente aquático como ferramenta terapêutica, o INTO busca ampliar autonomia, mobilidade e qualidade de vida de pacientes amputados em processo de adaptação funcional.

A iniciativa também evidencia como estratégias multidisciplinares vêm ganhando espaço na reabilitação contemporânea, especialmente em casos que exigem recuperação prolongada e reintegração às atividades diárias.

FAQ — Reabilitação aquática para amputados

O que é reabilitação aquática?

É uma abordagem terapêutica realizada em piscina aquecida para auxiliar recuperação funcional e mobilidade.

Quais benefícios a água oferece?

A água reduz impacto articular, facilita movimentos e melhora segurança durante os exercícios.

Pacientes amputados podem praticar atividades na água?

Sim. A terapia aquática é utilizada justamente para auxiliar adaptação física e funcional.

A terapia substitui outros tratamentos?

Não. Ela funciona como complemento dentro de programas multidisciplinares de reabilitação.

Fonte: https://www.into.saude.gov.br/component/content/article?id=1212

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