Portal da Ortopedia é um oferecimento Shopmedical
close

Lesões no menisco são as mais comuns no esporte e afastam atletas de alto rendimento

Estudos revelam os impactos físicos e estatísticos das lesões de menisco em atletas de elite e jovens promessas ao redor do mundo.

Crédito:

As lesões no menisco — partes em forma de “C” que funcionam como amortecedores no joelho — seguem sendo um dos problemas mais comuns entre atletas de elite, especialmente em modalidades que envolvem saltos, aterrissagens, giros bruscos e mudanças de direção. Esse tipo de lesão causa dor intensa, inchaço, sensação de travamento e pode demandar tratamento delicado, que varia entre fisioterapia e cirurgia.

Dados completos sobre a incidência e impacto

  • Estudos indicam que as lesões meniscais respondem por 10 % a 20 % de todos os ferimentos no joelho em esportes, com incidência aproximada de 0,33 a 0,7 eventos por mil exposições ao risco (hours‑exposure).
  • No Brasil, levantamento com 240 atletas revelou que 25 % das lesões eram do menisco isoladas; a maior parte ocorreu em jogadores de futebol após cerca de 26,9 anos de prática esportiva.
  • Em atletas jovens dos EUA (faculdade/militares), foram registradas 79 lesões de menisco em 9 086 pessoas, com recuperação média de 102 dias — 112,7 dias se cirurgicamente tratados, 36,1 dias em tratamento conservador.
  • Modalidades de contato como wrestling e rugby apresentaram risco de lesão por exposição de 0,157 e 0,150, seguidas pelo futebol com índice de 0,045 a 0,062 por mil exposições.
  • No ensino médio dos EUA, entre 2007 e 2013, foram 1.082 lesões em 21 milhões de exposições — taxa de 5,1 por 100 000; 68 % dos casos em meninos e 12 % envolveram lesão associada ao joelho.

Casos concretos: de Jaylen Brown a Michael Kopech

  • Jaylen Brown, do Boston Celtics, jogou grande parte da temporada 2024‑25 com um menisco parcialmente rasgado, recorrendo a injeções de corticoide para aliviar a dor. Foi operado em junho, e a perspectiva agora é bem melhor.
  • O arremessador Michael Kopech, do Los Angeles Dodgers, passou por cirurgia de menisco e foi afastado por 60 dias — expectativa de retorno ainda durante a temporada de 2025.
  • Nico Schlotterbeck, zagueiro do Borussia Dortmund, teve a temporada 2024‑25 interrompida após romper o menisco, prejudicando seu desempenho na Champions League e complicando planos da seleção alemã Bavarian Football Works.
  • Caso clássico: Derrick Rose teve lesão de menisco em novembro de 2013 após retorno de grande cirurgia anterior, precisou novamente de operação e perdeu o resto da temporada.
  • Entre os brasileiros, Alison dos Santos, medalhista olímpico, realizou cirurgia em fevereiro de 2023, ficando de 8 a 12 semanas afastado e retornando às pistas em julho, ainda competitivo.

Tratamento e prognóstico: não há receita única

  • O tratamento pode ser conservador — com fisioterapia e fortalecimento — ou cirúrgico, por meio de sutura ou remoção parcial do menisco.
  • Em elite, a volta ao esporte exige protocolo rigoroso, avaliação funcional, controle de carga e retorno em fases, minimizando risco de recidiva.
  • Pesquisas mostram que, mesmo após recuperação, o desempenho atlético sofre queda de 40 % a 55 % em índices de atividade (escala de Tegner).
  • Estudo sobre atletas jovens relata que lesões operadas levam cerca de 150 dias se reparadas, comparados a 101 dias de recuperação após limpeza articular (debridement).

Prevenção ainda é o melhor caminho

  • Uso de calçados adequados para cada esporte reduz complicações
  • Fortalecimento de músculos estabilizadores, programas de propriocepção e controle de carga são estratégias eficazes.
  • Perfil de risco: atletas com IMC mais elevado, aqueles entre 20 e 40 anos, e modalidades com torções bruscas têm maior chance de lesão.

As lesões meniscais são uma preocupação constante no esporte, atingindo desde jovens escolares até atletas profissionais. Com impactos expressivos no tempo de recuperação e no desempenho, essas lesões exigem abordagem multidisciplinar: prevenção, diagnóstico precoce, tratamento assertivo e acompanhamento cuidadoso. Casos como os de Jaylen Brown, Michael Kopech e Alison dos Santos mostram que, mesmo entre os melhores, a lesão no menisco exige atenção, técnica e paciência para garantir retorno seguro às atividades.

Fonte: Estudos científicos (PubMed, SciELO), reportagens em veículos esportivos e históricos clínicos de atletas.

Consulte seu médico!

O Portal da Ortopedia recomenda consultar um profissional especializado em caso de dúvidas sobre qualquer informação de nosso site.

Tags

Lesões

Últimos conteúdos