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Marcha na ponta dos pés: entendendo a marcha equina idiopática em crianças

Marcha equina idiopática: avaliação e tratamentos para crianças que caminham na ponta dos pés.

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A marcha na ponta dos pés, também conhecida como marcha equina idiopática, refere-se a um padrão de caminhada onde a criança caminha frequentemente sobre as pontas dos pés. Embora essa postura possa ser comum nos primeiros anos de vida, é importante observar o comportamento da criança a partir dos 2 ou 3 anos. Se o hábito de andar na ponta dos pés persistir por mais de seis meses e ocorrer em mais de 50% do tempo, uma avaliação médica é recomendada.

Naturalidade e necessidade de acompanhamento

Estudos indicam que muitos casos se resolvem espontaneamente até os 5 anos e meio de idade. No entanto, é fundamental que um ortopedista pediátrico acompanhe o desenvolvimento da marcha, a fim de decidir sobre a necessidade de intervenções terapêuticas.

Opções de tratamento

Diversas abordagens estão disponíveis para o tratamento da marcha na ponta dos pés, incluindo:

  1. Observação: Monitoramento do desenvolvimento da marcha.
  2. Fisioterapia: Exercícios para melhorar a força e a mobilidade.
  3. Terapia Ocupacional: Ajuda a adaptar-se às necessidades diárias.
  4. Uso de órteses suropodálicas (AFOs): Dispositivos que ajudam a estabilizar o pé.
  5. Gessos seriados: Aplicação de gessos para alongar a musculatura da panturrilha.
  6. Aplicação de toxina botulínica: Para relaxar músculos encurtados.
  7. Cirurgia: O alongamento da musculatura da panturrilha é considerado em casos mais graves.

Uma nova abordagem envolve o uso de palmilhas especiais, conhecidas como “palmilhas piramidais”. Essas palmilhas possuem elevações na parte anterior, que criam um leve desconforto ao caminhar na ponta dos pés, incentivando a criança a pisar com o calcanhar.

O princípio das palmilhas especiais

As palmilhas piramidais visam alterar a percepção sensorial do toque ao solo, ajudando a melhorar o padrão de marcha. A utilização dessas palmilhas deve ocorrer por um período de no mínimo 6 a 8 meses, podendo se estender até 7 anos, dependendo da resposta da criança ao tratamento.

Taxa de sucesso e candidatos adequados

Estudos mostram uma taxa de sucesso variando entre 70% e 95,8% no uso de palmilhas. Crianças mais novas e com menos encurtamento do tendão de Aquiles tendem a responder melhor ao tratamento. É importante ressaltar que nem todos são candidatos a esse tipo de intervenção; os pacientes precisam ter capacidade de dorsiflexão normal do tornozelo.

Embora a eficácia das palmilhas especiais não seja universalmente aceita, são uma opção viável devido ao seu baixo custo e menor risco de complicações. Caso não haja sucesso, outros tratamentos como gessos seriados, órteses ou cirurgia podem ser explorados.

Por fim, é essencial manter um diálogo aberto com o médico responsável para identificar as melhores opções de tratamento para a marcha na ponta dos pés do seu filho.

Fontes:

  1. https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1938640018766609/
  2. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29664850/
  3. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28092971/
  4. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23349518/

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Consulte seu médico!

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