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Regulamentação do transporte por moto táxi e Uber Moto

Acidentes com motocicletas no Rio: saúde pública em risco e urgente regulamentação do transporte por mototáxi e uber moto.

Crédito/Imagem: ac24horas.com Crédito:

Por: Rodrigo Santos
Repórter Especial

O crescimento explosivo do transporte por motocicletas no Rio de Janeiro, sobretudo em modalidades como moto táxi e aplicativos como Uber Moto, trouxe consigo um alerta grave à saúde pública. O aumento de acidentes, o impacto no sistema hospitalar e a ausência de regulamentação acenderam o debate sobre a urgência de medidas de controle, fiscalização e capacitação dos condutores.

Para o professor Sérgio Franco:

Virou uma epidemia: dois terços das internações por trauma são vítimas de acidentes com motos. Não há controle, fiscalização nem treinamento. Estamos preparando uma carta com propostas práticas.


Uma sugestão concreta: exigir que o número da placa da moto conste no capacete e no colete do condutor — medida para facilitar fiscalização.

A pior dor é a dor no bolso. Uma multa pode fazer alguém repensar ultrapassagens arriscadas ou sinais vermelhos.

Reforça o Professor Sérgio Franco.

Para Dr. Musafir, a moto é hoje uma ferramenta essencial de mobilidade e geração de renda. Porém, falta estrutura:

Muitos mototaxistas não têm curso especializado nem infraestrutura mínima, como pontos de descanso, sinalização ou fiscalização. O passageiro muitas vezes não tem equilíbrio ou proteção.

Aponta.

Segundo ele, a venda de motocicletas cresceu 500% nos últimos anos. E o risco é proporcional:

Em igual impacto e velocidade, o motociclista tem 62% mais chance de lesões graves do que quem está num carro.

Essa situação, alerta, paralisa atendimentos eletivos:

Cerca de 50% dos leitos ortopédicos estão ocupados por vítimas do trânsito, impedindo cirurgias programadas e tratamentos crônicos.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o Secretário Municipal de Saúde, Dr. Daniel Soranz, também demonstrou preocupação com a escalada dos acidentes envolvendo motocicletas.

Segundo ele, o número de mortes no trânsito no primeiro trimestre de 2025 cresceu 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os feridos aumentaram 17%, segundo balanço da SMS-RJ.

O problema de saúde pública causado por acidentes com motocicletas é gravíssimo e gera alto custo financeiro e social. Quase 80% das cirurgias ortopédicas são para vítimas de trânsito.

Afirmou Soranz no vídeo.

Ele destacou ainda que a prefeitura já gastou R$ 130 milhões apenas com cirurgias de vítimas de acidentes de trânsito.

O recente encontro, em fevereiro de 2025, entre a SBOT‑RJ e a ABRAMET‑RJ com os secretários municipais de Saúde (Dr. Daniel Soranz) e Transporte (Maina Celidônio) corrobora o movimento que busca apresentar propostas concretas ao poder público. Na ocasião, as entidades discutiram o impacto das motocicletas no trânsito do Rio e apresentaram uma proposta de parceria para implementação de ações baseadas em evidências científicas e políticas integradas.

Proteção à vida hoje exige regulamentação responsável. Transporte por motos é parte da rotina urbana, mas não pode conviver com risco.

Conclui o Dr. Musafir.

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