A dor crônica no joelho é uma das queixas mais comuns em consultórios ortopédicos e pode impactar profundamente a qualidade de vida. Para pacientes que não respondem bem aos tratamentos convencionais ou não são candidatos ideais a cirurgias maiores, a rizotomia de joelho tem se consolidado como uma alternativa eficaz, segura e minimamente invasiva.
A rizotomia é um procedimento que interrompe seletivamente os sinais de dor enviados pelos nervos ao cérebro, promovendo alívio duradouro, especialmente em quadros de osteoartrite avançada ou dor neuropática persistente.
Como funciona a rizotomia?
A técnica consiste na lesão controlada de ramos nervosos sensitivos, geralmente realizada por radiofrequência ou métodos térmicos. O objetivo é impedir que os estímulos dolorosos alcancem o sistema nervoso central, sem comprometer os movimentos do paciente.
Principais benefícios da rizotomia de joelho:
- Alívio da dor prolongado: Os efeitos podem durar meses ou até anos, oferecendo maior independência e bem-estar.
- Procedimento minimamente invasivo: Feito com agulhas e guiado por imagem (fluoroscopia ou ultrassom), o procedimento é ambulatorial e com rápida recuperação.
- Melhora da mobilidade: Com menos dor, os pacientes recuperam a capacidade de realizar atividades básicas e até exercícios físicos leves.
- Alternativa segura: Ideal para quem não pode se submeter a uma prótese ou deseja adiar a cirurgia tradicional.
Quem pode se beneficiar?
- Pacientes com artrose grave, mas sem indicação imediata para artroplastia total.
- Pessoas com dor crônica neuropática no joelho, resistente a tratamentos medicamentosos.
- Indivíduos com risco cirúrgico elevado, como idosos ou comorbidades importantes.
- Pacientes que já realizaram cirurgia e ainda têm dor localizada persistente.
Avaliação médica é fundamental
Apesar de segura, a rizotomia deve ser avaliada e indicada por um ortopedista especialista ou médico da dor, com base em exames de imagem e testes clínicos prévios (como bloqueios diagnósticos).