A lesão do tendão de Aquiles é uma das mais temidas entre praticantes de esportes e pessoas ativas, mas nem todo caso exige cirurgia. A medicina moderna tem mostrado que rupturas parciais ou em pacientes com menor demanda física podem ser tratadas com métodos conservadores, com bons resultados e menor risco de complicações.
Tratamento não cirúrgico: como funciona?
O manejo conservador da ruptura do tendão de Aquiles é indicado principalmente para rupturas parciais ou em pacientes que não praticam atividades físicas intensas. Ele é composto por três pilares principais:
- Imobilização: uso de órtese, bota ortopédica ou gesso, mantendo o pé em flexão plantar para favorecer a cicatrização do tendão.
- Fisioterapia: essencial na reabilitação, ajuda a recuperar força, flexibilidade, equilíbrio e controle neuromuscular.
- Medicamentos: analgésicos e anti-inflamatórios podem ser prescritos para aliviar dor e reduzir a inflamação.
E a reabilitação?
Após a fase de imobilização, o foco se volta para exercícios específicos de fortalecimento e alongamento, além de treinos de propriocepção (controle e percepção corporal). O objetivo é permitir o retorno gradual e seguro às atividades diárias.
Quando a cirurgia é indicada?
Em algumas situações, o tratamento cirúrgico ainda é o mais apropriado:
- Rupturas completas e extensas
- Atletas ou pessoas fisicamente ativas, que demandam alto desempenho do tendão
- Falha do tratamento conservador, quando não há melhora funcional
- Casos de recidiva, ou seja, quando a ruptura se repete
A decisão entre operar ou não deve ser individualizada, considerando fatores como idade, nível de atividade física, grau da lesão e preferências do paciente.