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Tendinite de quervain: tratamentos eficazes além da cirurgia

Dor no polegar e no punho pode limitar tarefas simples do dia a dia, mas tratamentos modernos permitem controle dos sintomas sem intervenção cirúrgica na maioria dos casos.

Crédito: Freepik Crédito:

A tendinite de de quervain é uma condição inflamatória que afeta os tendões responsáveis pelos movimentos do polegar, causando dor, inchaço e dificuldade funcional. Bastante comum em adultos ativos, trabalhadores que realizam movimentos repetitivos com as mãos e também em mulheres no período pós-parto, a doença exige diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar cronificação.

Nos últimos anos, além das abordagens conservadoras tradicionais, a terapia por ondas de choque passou a ser considerada uma alternativa não cirúrgica promissora, especialmente nos casos persistentes.

O que é a tendinite de De Quervain?

A tendinite acomete dois tendões localizados no lado radial do punho — o abdutor longo do polegar e o extensor curto do polegar. Esses tendões passam por um compartimento estreito e, quando inflamados ou espessados, encontram dificuldade para deslizar, gerando dor e limitação.

Entre as principais causas estão:

  • Movimentos repetitivos do polegar e do punho
  • Uso excessivo de celulares, mouse e ferramentas manuais
  • Sobrecarga mecânica sem tempo adequado de recuperação
  • Alterações hormonais, especialmente no pós-parto
  • Inflamações crônicas

Principais sintomas

Os sinais mais comuns incluem:

  • Dor na base do polegar, que pode irradiar para o antebraço
  • Inchaço local
  • Sensibilidade ao toque
  • Dificuldade para segurar objetos ou realizar movimentos de pinça
  • Dor ao realizar o teste de Finkelstein

Tratamento conservador: a primeira linha de cuidado

Na maioria dos casos, o tratamento é inicialmente não cirúrgico. As abordagens tradicionais incluem:

  • Repouso relativo e modificação das atividades
  • Uso de órtese ou tala para imobilização parcial do polegar
  • Aplicação de gelo para controle da inflamação
  • Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, quando indicados
  • Fisioterapia, com foco em controle da dor, mobilidade e reeducação funcional

Quando essas medidas não produzem melhora satisfatória após algumas semanas, outras estratégias podem ser consideradas.

Terapia por ondas de choque: uma opção não cirúrgica em ascensão

A terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) tem ganhado espaço no tratamento de tendinopatias crônicas, incluindo a tendinite de de quervain.

O método utiliza ondas acústicas de alta energia aplicadas diretamente na região afetada, promovendo efeitos biológicos importantes, como:

  • Estímulo à regeneração do tecido tendíneo
  • Aumento da circulação local
  • Redução da dor por modulação neurossensorial
  • Diminuição de processos inflamatórios crônicos
  • Melhora da função e da mobilidade do polegar

Trata-se de um procedimento não invasivo, realizado em consultório, geralmente em poucas sessões, sem necessidade de anestesia ou afastamento prolongado das atividades.

Quando a terapia por ondas de choque é indicada?

A terapia por ondas de choque costuma ser indicada em situações como:

  • Dor persistente apesar do tratamento conservador tradicional
  • Tendinite de caráter crônico
  • Pacientes que desejam evitar infiltrações ou cirurgia
  • Falha parcial da fisioterapia isolada

Os melhores resultados são observados quando a técnica é integrada a um programa fisioterapêutico individualizado.

Cirurgia: quando é necessária?

A cirurgia é reservada para uma minoria dos casos, geralmente quando:

  • Há falha de todas as abordagens conservadoras
  • A dor é intensa e incapacitante
  • Existe limitação funcional importante e persistente

Com o avanço de terapias não invasivas, como as ondas de choque, muitos pacientes conseguem controlar os sintomas sem necessidade de procedimento cirúrgico.

O tratamento da tendinite de de quervain evoluiu significativamente nos últimos anos. Além das medidas conservadoras clássicas, a terapia por ondas de choque surge como uma alternativa segura e eficaz, ampliando as opções não cirúrgicas e reduzindo o risco de cronificação da dor.

A avaliação precoce e a escolha do tratamento adequado são fundamentais para preservar a função da mão e a qualidade de vida do paciente.

Consulte seu médico!

O Portal da Ortopedia recomenda consultar um profissional especializado em caso de dúvidas sobre qualquer informação de nosso site.

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Lesões

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