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Tratamento de quadril com ondas de choque: quando é indicado?

O método estimula a regeneração dos tecidos, reduz a inflamação e promove alívio gradual da dor, sendo indicado principalmente quando tratamentos conservadores não apresentam нәтиados. Seguro e ambulatorial, o procedimento não é recomendado para artrose intra-articular, mas pode melhorar significativamente a qualidade de vida em condições específicas.

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A Terapia por Ondas de Choque (TOC) é uma modalidade de tratamento não cirúrgico que utiliza ondas acústicas para estimular a cura de tecidos. Embora seja mais conhecida por tratar condições como fascite plantar e tendinite no ombro, ela também se mostra muito eficaz para certas patologias dolorosas do quadril, especialmente aquelas de natureza crônica e que não responderam a tratamentos mais conservadores.

Como este tratamento atua no quadril?

As ondas de choque são aplicadas na superfície da pele, mas sua energia penetra profundamente até a área-alvo no quadril. Essa energia mecânica provoca microlesões controladas no tecido cronicamente inflamado ou degenerado, “acordando” o processo de cura do corpo. Os principais efeitos biológicos incluem:

  • Estímulo à neovascularização: Criação de novos vasos sanguíneos, melhorando a irrigação e nutrição do tecido.
  • Ação anti-inflamatória: Modula a inflamação crônica, que impede a cura, para uma fase aguda e regenerativa.
  • Liberação de fatores de crescimento: Substâncias naturais do corpo que orquestram o reparo tecidual.
  • Analgesia: Reduz a dor ao diminuir a concentração de neurotransmissores de dor.

Quando o tratamento com ondas de choque é indicado?

A TOC não é uma solução para todos os problemas do quadril. A indicação precisa é crucial para o sucesso do tratamento. As principais condições tratáveis são:

  1. Bursite trocanteriana (síndrome dolorosa do grande trocânter): Esta é a indicação mais comum e eficaz para o quadril. A TOC trata a inflamação crônica da bursa e, mais importante, a tendinopatia dos músculos glúteo médio e mínimo, que é frequentemente a causa raiz da dor na lateral do quadril.
  2. Tendinopatia dos glúteos (médio e mínimo): Considerada hoje a principal causa da “bursite”, a degeneração ou inflamação crônica desses tendões responde muito bem à estimulação regenerativa das ondas de choque.
  3. Síndrome dos adutores (pubalgia): Dor na virilha causada pela inflamação ou lesão dos tendões dos músculos adutores. A TOC pode ser aplicada na inserção desses tendões no púbis para promover a cicatrização.
  4. Necrose avascular da cabeça do fêmur (estágiosiniciais): Em casos muito selecionados e em estágios iniciais, as ondas de choque podem ser usadas para estimular a formação de novos vasos sanguíneos e tentar retardar a progressão da necrose, embora esta seja uma indicação mais controversa e menos comum.
  5. Retardo de consolidação de fraturas: Em fraturas do fêmur ou da pelve que não estão cicatrizando adequadamente, a TOC pode ser uma opção para estimular a formação óssea.

Importante: A TOC não é indicada para o tratamento da dor causada diretamente pela artrose (desgaste da cartilagem) intra-articular do quadril. A energia das ondas de choque não consegue atingir o interior da articulação de forma eficaz para tratar o desgaste da cartilagem.

O procedimento

O tratamento é ambulatorial, realizado no consultório médico. Com o paciente deitado de lado, o médico localiza o ponto de maior dor ou a área da lesão (frequentemente guiado por ultrassom) e aplica o transdutor do aparelho com um gel. A sessão dura entre 15 a 20 minutos. Geralmente, são necessárias de 3 a 4 sessões, com intervalo semanal.

Resultados e recuperação

O alívio da dor não é imediato. O paciente pode sentir uma melhora inicial, mas o efeito principal é a regeneração tecidual, que ocorre ao longo de semanas a meses. A melhora é gradual, e o resultado final é avaliado cerca de 3 meses após a última sessão. O paciente pode manter suas atividades diárias, evitando apenas exercícios de alto impacto por um período determinado pelo médico.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Se tenho artrose no quadril, as ondas de choque podem me ajudar?
Se a sua dor for exclusivamente da artrose de dentro da articulação, a TOC não é o tratamento ideal. No entanto, muitos pacientes com artrose também têm bursite ou tendinite associada. Nesses casos, a TOC pode tratar a dor “de fora” da articulação, melhorando a qualidade de vida, mas não tratará a artrose em si.

2. O tratamento precisa de anestesia?
Não. Embora possa ser desconfortável, a maioria dos pacientes tolera bem o procedimento sem a necessidade de anestesia. A intensidade pode ser ajustada em tempo real pelo médico.

3. Quais são os riscos?
É um procedimento muito seguro. Os riscos são mínimos e locais, como dor temporária, vermelhidão ou um pequeno hematoma no local da aplicação. Não há riscos de infecção ou danos a longo prazo quando realizado corretamente.


Mitos e verdades

Mito: Ondas de choque vão quebrar o osso do meu quadril.
Verdade: A energia usada na TOC ortopédica é ajustada para estimular tecidos moles e ossos sem causar fraturas. É uma energia controlada e focada, diferente da litotripsia usada para quebrar pedras nos rins, que utiliza uma tecnologia e energia muito mais altas.

Mito: É um tratamento novo e sem comprovação.
Verdade: A Terapia por Ondas de Choque tem mais de 20 anos de uso na ortopedia, com centenas de estudos científicos que comprovam sua eficácia para as indicações corretas, incluindo a síndrome dolorosa do grande trocânter.

Mito: O resultado é garantido para todos.
Verdade: Nenhum tratamento médico tem 100% de garantia. A taxa de sucesso da TOC para as tendinopatias e bursites do quadril é alta (em torno de 70-80%), mas depende fundamentalmente da precisão do diagnóstico e da indicação correta.

Consulte seu médico!

O Portal da Ortopedia recomenda consultar um profissional especializado em caso de dúvidas sobre qualquer informação de nosso site.

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Lesões

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